Sangra a noite,
Escorre-se a estirpe luzente pelas nuvens
Enegrecidas de solidão e luto.
Na aurora piscam as melodias mudas, aos olhos que padecem
Transborda-se todos os céus de versos mortos,
Acendeu no vento traiçoeiro a sede de se embriagar.
Rubra-se a folha.
Rasga-se a alma
Durmo, eu, na sombra…
A hemorragia do luar me sona,
Me cala,
Me cantiga sonatas partituras,
Me sana de quietude
E loucura.
Me nina no berço,
Ensanguentado de si.
Ladra os cães matinais, lobos e corujas.
A noite foi roubada das lunas,
Orvalhos cristalizam-se nulos
As sombras correm pelo chão gelado
E se suicidam no horizonte lacrimejado.
Lamúrias
Lamentos
Latíbulos da treva,
Que, nua,
Me cega, me caça, me cerca, me devora,
…Me lua.
Posted 30 December 2012, 4 months ago | reblog this post





